Um olhar sobre a Prostituição Masculina ...


20/01/2012


19/01/2012 - O Conexão Repórter acompanhou a rotina dos rapazes que trocam sexo por dinheiro. É a nova face dos garotos de aluguel...

Bloco I

http://www.youtube.com/watch?v=PTtd2kza4dM&feature=related

Bloco II

http://www.youtube.com/watch?v=6KsF6a5mNiA&feature=related

Bloco III

http://www.youtube.com/watch?v=nFnyvIzPj1c&feature=related

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 10h50 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

02/01/2012


Texto do autor Marlon de Albuquerque

O diabólico e o simbólico na casa da palavra.


Quero desejar feliz 2012 à todos os seguidores e idealizadores desse maravilhoso blog.

A luta por destaque, por segurança, por crescimento profissional fez com que as pessoas fossem aos poucos perdendo a idéia de subjetividade (coisas da alma).

Na infância somos ensinados a pescar, pescar e pescar,  somos  pouco ensinados a amar, quando percebemos somos adultos gigantes externamente e infelizes por dentro, o tempo passa e nosso buraco interior vai crescendo, nunca olhamos o outro, industrializamos e prostituimos o nosso sentimento. Tudo isso sugere a necessidade de ensinar às crianças o alfabeto emocional e as aptidões do coração.

Nunca tivemos tantos meios de prazer e lazer, mas paradoxalmente nunca fomos tão infelizes, podemos constatar atualmente até suicídio de crianças. O homem chegou à lua, mas não se dispõe a dar um passo ao encontro do outro.

Somos ou nos tornamos estéreis e nos produzimos em meio a tantas descontinuidades.. algum tipo de afeto, é sem duvida um afeto plastificado pelo sonho triste da razão.

Hedonismo interclassista, permissividade sexual, tecnologias. . .Tudo isso provoca uma mutação antropológica e nos torna patrocinadores oficiais de nossa derrota pessoal. A única filosofia benéfica é a que facilita a minha relação com o outro. Mas o que era para ser apenas acessório virou essência. O meu livro O LAÇO DO PASSARINHEIRO-Diário secreto de um garoto de programa, começa com  perguntas: amado ou usado? Vítima ou culpado? São questões que merecem atenção especial porque a dor da invisibilidade requer calma para ser encontrada. Cada uma delas produz espaços em branco,áreas indefinidas,ambigüidades e territórios de ninguém, que carecem de levantamentos e mapas oficiais.

Somos todos humanos, prostituidos ou não somos todos humanos . . .

O sociologo Betinho dizia: democracia ou serve para todos ou não serve para nada.

A prostituição masculina é hoje uma realidade cada vez mais presente nas grandes cidades, isso é lamentavel, porque não se é humano fora do tecido social.

A prostituição é tão sedutora quanto o prazer que ela promete, se vender parece facil, prático e bom, mas não é , muitas vezes para aguentar a vida nada facil, é necessario se drogar para consegui deitar em qualquer cama. A droga esta totalmente associada ao cotidiano dos garotos de programa, a droga é o grito que não salva mas iludi.

O garoto de programa, é apenas mais um menino carente sem rumo, sem parentes importantes, imerso na ansia de encontrar uma saída para sua invisibilidade.

No Brasil hoje tem garotos de programas de apenas 12 anos de idade, mas ninguem vê, é mais fácil fechar os olhos  . . .

Alguns chegam a prostituição para fugir de um pai espancador, outros para colocar em pratica de forma velada sua homossexualidade, outros para sustentar o vicio de droga, alguns até para esquecer um grande amor, mas a grande maioria comercializa o proprio corpo afim de não morrer de fome.

Somos todos responsaveis pela injustiça social de nosso país, a prostituição cresce na mesma velocidade da solidão das pessoas.Redes sociais, baladas, vicios só aumenta o nosso abismo interior . . . os unicos’’ beneficiados’’ com a   prostituição são os consumidores, uma vez que são ricos, bem sucedidos, bem relacionados, usam e abusam de um corpo como se esse corpo fosse de plástico, vestem a roupa e seguem em frente, rumo a sua pseudo-felicidade. O garoto de programa fica sempre com a pior parte, ganha pouco , se desgasta muito e acaba não estudando, não lendo, não amando, não tem oportunidade de se profissionalizar e vive uma vida condenada aos escombros. O glamour de se prostituir só existe nas novelas e filmes, a historia contada é um filme vivido de drama.

Garoto de programa, tem ou teve familia, tambem acreditou em coelhinho da pascoa, tambem teve medo do escuro na infancia, garoto de programa tambem chora, tambem sofre, tambem sonha, garoto de programa não é marginal, é marginalizado.

Quero declarar aqui definitivamente que a homossexualidade tão associada a prostituição não é pecado, não é crime e nem vergonha. Antes de ser escrita a primeira linha da biblia já existia homossexualidade, entre os bichos tambem há. As religioes jogam a  margem da sociedade todo homossexual, tentando faze-los acreditar que isso é pecado e deve ser mascarado, algumas religiões até vem com aquela proposta curativa, odiosa, perversa, burra e inutil, querendo expulsar de suas carnes aquilo que nunca foi doença, aquilo que nunca foi pecado, os maiores genios da historia foram homoafetivos, Deus jamais permitiria tantos dons a quem não pertencesse a seu coração, a filosofia , a psicologia e até o avião tiveram a mão de um homoafetivo para acontecer, a teologia nos confirma que o apostolo Paulo era homoafetivo, isso nos leva a crer que a HOMOAFETIVIDADE é um precioso DOM espiritual e eu provo isso em meu livro. A homofobia sim é um sentimento satânico. Deus repudia a homofobia, mas ama os homoafetivos.

O homossexual prostituido , sofre de solidão, não a solidão do corpo, mas a solidão do pensamento e essa não cabe inteiramente no território da palavra.

Pobreza gera violência, desemprego gera prostituição e homofobia  é a dança do demônio entre os homens.

Finalizo com os agradecimentos mais ardentes que meu coração é capaz, agradeço especialmente aos meus leitores pelo carinho com  meu livro O LAÇO DO PASSARINHEIRO-Diário secreto de um garoto de programa, uma vez que é por meio dele que eu consigo levantar as bandeiras da LUCIDEZ e da  LIBERTAÇÃO  .

http://www.clubedeautores.com.br/book/47048--O_laco_do_passarinheiro

MARLON DE ALBUQUERQUE.




Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 06h12 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

26/12/2011


‎"Quanto mais andamos nas trilhas do AMOR ,mas percebemos do que ele é capaz"

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 01h18 AM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

19/12/2011


 

'NUDEZ’’


 PLENO EM MEU PRÓPRIO INFERNO.

DEVOTO DE UMA VIDA PELA QUAL FERI MEU ROSTO BUSCANDO-A.

MENINO PELO SORRISO PRONUNCIADO.

HOMEM PELO MEDO IRRENUNCIÁVEL DE UMA ESTRADA QUE NUNCA FOI DE MEUS PÉS.

TORNEI-ME CONTRADITORIO POR EXCELÊNCIA, MAIS QUE ISSO  ME PERDI  E TORNEI - ME REFÉM DO CONTRASTE QUE BUSQUEI PARA ME LIVRAR DEFINITIVAMENTE DO FIM DAS COISAS.

O VENENO DEIXADO EM MINHA BOCA MATAVA NÃO A MIM, MAS AO PROFÉTICO.

ATÉ MESMO O CONTENTE EM MIM ANUNCIAVA O SUICÍDIO DO SUSPIRO MAIS RADIOSO QUE EU PODERIA TER.

A MINHA NUDEZ DENUNCIADA PELAS DIGITAIS DE UMA PESSOA QUALQUER, EVIDENCIAVA MEU CORPO, MAS EM MEU CORPO NÃO HAVIA SE QUER UM PUNHADO DE MIM, E ASSIM A SEDUÇÃO SE FAZIA E EU NÃO PARTICIPAVA.

ENTÃO EU MISERÁVEL SEM UM SONHO PARA COMER, ME SENTIA SUSPENSO PELA PRÓPRIA VIDA.

BASTAVA PERDER UM POUCO O DOM DA ALUCINAÇÃO E EU JÁ NÃO CONSEGUIA REFAZER OS SOLUÇOS DE MEU SORRISO.

ERA DE ENDOIDECER VER QUE NADA EM MIM ERA ACESO DE FATO.

MAS ERA INTERESSANTE VER UM POUCO DE TODOS QUE EU ERA NO ESCURO NECESSÁRIO DE CADA CARINHO.

TODA GENTE AMOU DE LOUCURA SEM FIM, NÃO A MIM, MAS A TUDO QUE DOÍA EM MIM. O DESCANSO ENCONTRADO APENAS NO LÚDICO ERA POUCO A POUCO DERRADEIRO.

DEIXEI PERDIDA EM ALGUM LUGAR A MINHA FACE E QUANDO DEI POR MIM SÓ RESTAVA O AMOR AO MEU ODIOSO DISFARCE.

Marlon de Albuquerque

 

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 07h51 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

03/12/2011


Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 08h43 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

25/11/2011


http://www.clubedeautores.com.br/book/47048--O_laco_do_passarinheiro

Diário secreto de um garoto de programa

Por: Marlon de Albuquerque

Amado ou usado? Vítima ou culpado?

Um garoto baiano vem para São Paulo para viabilizar um sonho. Vitimado pelas circunstâncias, acaba na cama de homens, mulheres, travestis e casais. E foi justamente por meio do erotismo praticado de todas as formas que Diego teve a resposta para uma velha curiosidade: o que é o laço do passarinheiro? Um romance polêmico, fascinante, bombástico e erótico-recreativo com gosto de morte e vida como nunca houve. Em meio a tudo isso Diego encontra Alexandre, que trazia com ele a proposta de um prazer demasiadamente grande, e esse encontro é marcado por uma interrogação: o papel do amor é nos lembrar que o inferno existe?

Mais que uma história de amor, este livro propõe, pela história real de um garoto de programa, uma discussão isenta de fascismos sobre euforia, solidão, hedonismo,compulsão sexual, drogas, vaidade e depressão pós-sexo dentro da indústria do sexo em São Paulo.

 

Diálogos afiados e descrições precisas, ao longo da obra, levam o leitor a uma história plena de prazer e emoção, proporcionando o que se espera de um bom livro: diversão.

 

Sem pieguice, esta obra apresenta uma trama capaz de conduzir o leitor até as últimas páginas sem artifícios mirabolantes.Ainda sem o maniqueísmo de muitos livros, este de forma equilibrada, dosa cada palavra, permitindo preencher suas páginas com o que existe de melhor na literatura, daí o prazer em disponibilizá-lo para publicação.

 

Este livro é fruto da coragem e ousadia, um texto sensível, forte e picante que tem a missão de provocar. Cada palavra é amparada pelo desejo profano e humano de declarar a morte do pecado.

 

A confissão categórica de quem comeu, bebeu e viveu a prostituição. Aqui gargalhadas, esperma, e lágrimas tem cor, gosto e cheiro.Um retrato explícito de uma realidade sexual latente .

 

O laço do passarinheiro inaugura uma nova e corajosa forma de fazer literatura. pornografia e subjetividade se encontram e desse duelo nasce a prova irrecusável de que é possivel revelar a nudez que nos faz experiênciar sensações antes desconhecidas e seduzir a vida.

 

Apresento aqui formas de fome sexual que o próprio desejo desconhece, proponho ao leitor conhecer e desafiar os limites do próprio corpo e do próprio tesão, utilizando sempre o pensamento como campo definitivo de atuação.

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 02h36 AM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

13/09/2011


Indicação de pesquisa para acadêmicos

Sérgio Almeida
 
Médico e sexólogo. Sérgio José Alves de Almeida, um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana (Sbrash) em 1986; vice-presidente do Departamento de Psiquiatria da Sociedade de Medicina e Cirurgia de 1995 a 1999, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Sexualidade Médica em 2001. Professor adjunto doutor e de pós-graduação da disciplina de Urologia na Famerp desde 1991. Autor dos livros “Sexualidade: Preconceito, Tabus, Mitos e Curiosidades”, Editora Átomo, de 2006, “Homossexualidade e Prazer – Garotos de Programa”, de 2002, Editora Rio-pretense; coautor do livro “Identidade Sexual e Transexualidade”, de 2009, Editora Roca; autor de artigos publicados nos jornais Diário da Região e Folha de S.Paulo, nas revistas Intervip e Querida.
 

Formado pela Universidade Federal de Goiás, Goiânia. Especialista em Psiquiatria pela Sociedade Brasileira de Psiquiatria (SBP), em Sexualidade Humana pela Sbrash, título latino-americano em Sexualidade Humana; especialização em Psiquiatria pela Universidad Complutense de Madrid, Espanha, em 1974, em Sexualidade Humana pela Sedes Sapientiae, São Paulo, em 1986; mestrado em Psicologia Social pela PUC de São Paulo em 1984, doutorado em Ciências da Saúde pela Famerp em 1995.

O livro "Homossexualidade e Prazer – Garotos de Programa”, de 2002, Editora Rio-pretense só encontrei em sebo (pesquisem na estante virtual sebos).

http://www.estantevirtual.com.br/seboex/Sergio-Almeida-Homossexualidade-Prazer-Garotos-de-Pro-44939607

Como excelente fonte de pesquisa indico o TCC (trabalho de conclusão de curso) do Dr. Sergio Jose de Almeida - 1984 - título Michê que se encontra na biblioteca da Universidade São Marcus -SP

Unidade Santa Paulina: 
Acervo nas áreas de Psicologia, Pedagogia, Enfermagem, Administração, Ciências Contábeis e outras.
Rua Padre Marchetti, nº 235 – Ipiranga 
São Paulo – SP – CEP. 04266-00

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 06h41 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

11/09/2011


Meu livro:UM OLHAR SOBRE A PROSTITUIÇÃO MASCULINA

Venda do livro no site da Livraria Cultura

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 06h32 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Indico este livro: O NEGÓCIO DO MICHÊ

O livro O Negócio do Michê – A Prostituição Viril em São Paulo, do antropólogo argentino Néstor Perlongher

Referência fundamental para os estudiosos de sexualidade e gênero, tanto pela originalidade do tema, quanto pelas análises, O Negócio do Michê – A Prostituição Viril em São Paulo, surgiu como dissertação de mestrado em antropologia social na Unicamp, em 1986. Na época, 1986, o autor, o argentino Néstor Perlongher, enfrentou o descontentamento de parte do meio acadêmico, escandalizada com o tema de sua pesquisa pioneira.

Lançado pela editora Brasiliense um ano depois, com prefácio de Peter Fry, o livro tornou-se um clássico moderno da pesquisa etnográfica. Coube à Editora Fundação Perseu Abramo uma nova edição, com a íntegra do texto original e um novo prefácio, desta vez assinado pelos professores de sociologia e ciências sociais Richard Miskolci e Larissa Pelúcio.

O livro, escrito em linguagem não acadêmica, baseou-se nos depoimentos de michês, clientes e entendidos, ou pessoas do universo homossexual não envolvidas diretamente com a prostituição. Entre março de 1982 e janeiro de 1985, Perlongher, num procedimento chamado de pesquisa participante, foi às ruas, bares, saunas e mictórios públicos do centro de São Paulo, onde pôde estar em contato direto com o tema de seu estudo.

Ao mapeamento geográfico/cultural do trabalho do michê, Perlongher acrescentou amplo arsenal teórico, com citações que vão de Marx e a Escola de Chicago, a Foucault, Deleuze e Guattari.Coincidentemente, o livro surgiu em sintonia com outros estudos semelhantes pelo mundo, como o que originou a Teoria Queer, nos Estados Unidos.

Néstor Perlongher nasceu em Avellaneda, província de Buenos Aires, em 1942. Participou ativamente de movimentos pelos direitos dos homossexuais, primeiramente na Frente de Liberación Homosexual Argentina e depois no Grupo Eros. Em 1982, cansado das perseguições pela ditadura em seu país, veio para São Paulo. Logo ingressou na Unicamp, onde realizou a dissertação de mestrado que deu origem ao livro. Autor também de oito elogiados livros de poesia, faleceu em novembro de 1992, vitimado pela Aids.

Desde sua primeira edição, em 1987, O negócio do michê se tornou uma leitura de referência para aquelas e aqueles que se interessam pelas discussões sobre o desejo, as urbanidades, as sexualidades, as corporalidades e o mercado do sexo. Néstor Perlongher leva as/os leitoras/res aos bares, saunas e ruas de uma São Paulo noturna e apaixonadamente transgressiva, onde rapazes comercializam sexo, amam, brigam, negociam códigos e, por vezes, desejam o indesejável. Construído a partir de uma intensa etnografia e de uma densa análise teórica, O negócio do michê tem hoje a marca dos clássicos e, como tal, guarda uma contemporaneidade surpreendente.

Apresentação:

“Em primeiro lugar, quero frisar que este livro não é apenas mais um estudo frio das margens perversas de São Paulo. Na melhor tradição da antropologia social, o texto exsude a simpatia que o autor tem para com seu 'objeto de estudo'. Não no sentido de uma apologia formal de advogado, mas de uma séria tentativa de 'traduzir' a experiência dessas margens para que o leitor possa entendê-las na sua integridade (em todos os sentidos da palavra).” (Peter Fry)

Peter Fry, ao prefaciar a primeira edição de O negócio do michê – A prostituição viril em São Paulo, traduziu o sentimento futuro de leitores e leitoras que iriam encontrar na dissertação de mestrado de Néstor Perlongher uma rica fonte de reflexões teóricas e um instigante “guia” etnográfico.

Em meados da década de 1980, Perlongher se pôs à deriva numa São Paulo noturna e sexual, cartografando os corpos e os códigos de toda uma territorialidade desprezada pelos cientistas de “respeito”. Alguns se escandalizaram com o título da dissertação que abordava michês, prostituição e virilidade. Os vanguardismos costumam ter a marca da incompreensão e não foi diferente com O negócio do michê.

Perlongher se autodefinia um “pensador callejero” (das ruas), assim, a claustrofobia das normas canônicas não cabiam em sua escrita barroca nem em seu voluptuoso arsenal teórico que vai de Marx à Escola de Chicago e chega a Foucault, Deleuze e Guattari. Sem o saber, desenvolvia reflexões em sintonia com as que – nos Estados Unidos – originariam a teoria queer. Por tudo isso, o estudo de Perlongher mantém-se atual e fascinante.

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 06h14 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

08/09/2011


Um site que deve ser lido!

 

Profissionais do sexo e vulnerabilidade

BIS. Boletim do Instituto de Saúde (Impresso)

version ISSN 1518-1812

BIS, Bol. Inst. Saúde (Impr.) vol.12 no.2 São Paulo Aug. 2010

 

 

IRegina Figueiredo (reginafigueiredo@isaude.sp.gov.br) é socióloga, mestre em Antropologia da Saúde, pesquisadora científica III do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e membro do NEPAIDS - Núcleo de Estudos para a Prevenção da AIDS/USP.
II
Marcelo Peixoto (marcelopeixoto1950@hotmail.com) é ator e diretor formado pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD/USP), membro da ING ONG e coordenador do “Projeto Esgrima” (de 1997 a 2004), da APTA/Instituto Cultural Barong, com profissionais do sexo viril de São Paulo, com os quais atua até hoje.


RESUMO

Este artigo procura refletir sobre a problemática da prostituição feminina e masculina, considerando este fenômeno enquanto exploração socioeconômica e de gênero. Aponta seus efeitos na saúde de profissionais do sexo, abordando as vulnerabilidades a que estão sujeitos em Saúde Sexual e Reprodutiva, como exposição à gravidez não-planejada e DST/AIDS, e em Saúde Mental, incluindo a violência física e psicológica e o uso de drogas lícitas e ilícitas. Faz sugestões sobre propostas de atenção em saúde para profissionais do sexo e referência à importância de conquistas no campo do Direito em geral, como caminhos importantes para a redução dessas vulnerabilidades, além de expor a importância da organização desses grupos e atenção a suas reivindicações.

http://periodicos.ses.sp.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1518-18122010000200016&lng=en&nrm=iso

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 12h28 AM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

30/03/2011


"Super Heróis do Sexo" - Official Trailer HD 2011

http://www.youtube.com/watch?v=RslFMC-ApW0

 

SUPER HEROIS DO SEXO

É um documentário que aborda um tema difícil e incomum na tela do cinema, um filme sobre "Garotos de Programa".
Esses garotos são símbolo do êxtase e provocam curiosidade na cabeça de milhares de mulheres mais resguardadas. Por que será que o homem, o "sexo forte" se submete a isso? O que falta na vida deles? Como é que mulheres, antes apontadas como "perfeitas para o amor", agora fazem sexo por sexo e até pagam pelos momentos de prazer? Como é o programa com esses garotos? Qual é o contrato? Como acontece o sexo entre homens jovens, outros homens e mulheres maduras? O outro lado dos Super-Herois do Sexo neste documentário marcante.


Danniel Navarro
Hugo Benjanini
Luiz Rannieri
Rafael Paiva
Rogério Mendes
Sueli Flório

Ficha Técnica

Dimas Oliveira Junior
Idealização e Direção

Fernando H. Mazzuco
Direção de Fotografia Edição e Color

Carlos Fabris
Cameraman

Ivan Barbieri
Técnico de Som direto

Rodrigo Aben-Athar
Design Gráfico

Bruno Piettro
Música

Agradecimento:

Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual

Proac - Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo

Governo do Estado de São Paulo

Realização 2010 - 2011
São Paulo - SP Brasil

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 03h31 AM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Documentário: "O Outro Lado" by Casarão Brasil

 

http://www.youtube.com/watch?v=AjSuRuIHiPQ

 

Ninguem é ingênuo para supor que apenas uma única ação seja capaz de promover a superação dos danos decorrentes do preconceito e das práticas estigmatizantes.

A criação de albergues - para jovens e idosos desamparados - proporcionará a minimização de problemas de ordem básica e essencial: lugar para dormir; ponto básico, elementar, de referência e proteção. Solo mínimo para a promoção da dignidade. Condição elementar à qualquer possibilidade de sobrevivência.

 

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 01h10 AM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

17/03/2011


TESTE RÁPIDO DE AIDS DÁ RESULTADO EM 15 MINUTOS
WWW.DSTAIDS.PREFEITURA.SP.GOV.BR
DST/Aids no telefone 0800 16 2550
Rua Libero badaró 144 Centro - sp
info 3241 2224

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 05h05 AM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

O que somos NÓS????
Somos o acúmulo de coisas que fomos vivendo, escolhas que fomos fazendo, valores que fomos mantendo, pessoas que fomos conhecendo,detalhes que fomos aprendendo. Somos o ontem melhorado ,o hoje em transformação e o amanhã que ainda não ...conhecemos.
Somos os sonhos que carregamos, o AMOR que distribuimos, a generosidade que semeamos, as causas que defendemos, os fragmentos de coisas que fomos compreendendo.
Somos o medo ja vivido, as barreiras ja enfrentadas, o orgulho esquecido, o perdão dado, as mãos que estendemos e também as que agarramos. Somos a aceitação do hoje, a interrogação do amanhã e o questionamento do agora.
E cada dia é um RECOMEÇAR ..é uma nova chance..é a oportunidade de melhorar e evoluir..de repensar em nós e no mundo...é a hora de fazer diferente..é o momento de agradecer por tudo de bom e ruim que lhe foi dado, tirado e compartilhado.
Gosto muito dessa frase:"Perder com CLASSE e vencer com ousadia..Pq a vida pertence a quem se atreve"..
Nada mais somos que a descoberta de nossa pequenez, a aceitação de nossas falhas, a coragem de seguir enfrente, a tentativa no hoje, a humildade em reconhecer que toda e qualquer pessoa sempre pode nos ensinar algo...e a mágica sensação de que a cada momento podemos ser Maiores não como profissionais, como acadêmicos, muito menos financeiramente ,mas sim como SERES HUMANOS!
E SERES HUMANOS são todos que se permitem cair ,levantar,ter medo, pedir perdão, rever valores, enfrentar barreiras,derramar lágrimas, espalhar sorrisos,assumir responsabilidades, aguentar consequências não como um heroí e sim como um ETERNO APRENDIZ!
Andresa Martins Vicentini

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 04h56 AM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

29/12/2010


Louise Vieira do Curso de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina

Trabalho revela detalhes sobre a atividade nas ruas do Centro da cidade

A prostituição masculina cada vez mais freqüente nos grandes centros não passa despercebida em Florianópolis onde muitos homens praticam esse tipo de atividade. A acadêmica Louise Vieira do Curso de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina produziu um documentário em rádio que tem como o título "Vida de Michê -- A prostituição em Florianópolis". Louise revela o estilo de vida dos garotos de programa e apresenta opiniões de um conjunto de estudiosos sobre o tema. O termo michê significa o ato de se prostituir e é em geral utilizado para denominar os jovens que atuam nas ruas.
O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) aborda a realidade destes profissionais do sexo. O documentário coloca em questão a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, o uso de drogas, a violência, a discriminação, além da sexualidade dos michês que se relacionam com outros homens: heterossexuais ou homossexuais?
Também trata dos motivos que os levam a essa condição, que podem ser enumerados, por exemplo, como: falta de instrução e condições dignas de sobrevivência, ou carências afetivas e traumas psicológicos. Porém alguns estão na profissão não só pelo apelo financeiro, mas pelo aspecto prazeroso.
A prostituição, desaprovada pela sociedade, é alvo de grande descriminação. A maioria dos jovens entrevistados sofre preconceito da família, amigos e até mesmo dos próprios parceiros, sentindo vergonha quando descobertos como garotos de programa. Alguns admitem fazer sexo com homens apenas pelo profissionalismo e não se consideram homossexuais.
Os garotos entrevistados mostraram não ter uma perspectiva de vida, pois apesar de alguns possuírem formação profissional, é na prostituição que garantem seu sustento.
As entrevistas foram realizadas nas ruas da Capital, nos meses de setembro e outubro após a meia noite, pois é esse o horário que inicia a atividade dos michês. Muitos se negaram a falar e desconfiavam que fosse registrado algum tipo de imagem. Por isso, houve muita perseverança da acadêmica Louise para conseguir concluir o trabalho.
Todos os nomes são fictícios, já que eles não usam os seus próprios nomes para exercerem essa atividade de comércio sexual.
Conforme Louise Vieira "foi uma experiência gratificante e ao mesmo tempo desafiadora, pois em primeiro plano foi preciso ganhar a confiança dos garotos, mostrando a importância e seriedade do documentário para levar informações da forma mais fidedigna possível à sociedade sobre o mundo da prostituição masculina".

http://www.youtube.com/watch?v=PGa3HSo0AnQ&feature=related

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 05h43 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Perfil



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos, Livros, Viagens
Outro - andresavicentini@uol.com.br

Histórico