
Lançei o livro Um Olhar sobre a prostituição masculina , na Bienal 2008 , o livro mescla depoimentos reais de garotos de programa da região central de São Paulo com narrativa.
Fruto de pesquisa de campo no curso de Direito e trabalho voluntário na Casa de Apóio Brena Lee .
É um alerta social, fala sobre o dia a dia da prostituição masculina, AIDS, drogas, enfim toda teia que compõe este submundo.
O blog que deu início ao livro é www.andresavicentini.blog.uol.com.br
Há 12 anos dei ínicio ao meu trabalho em causas ligadas á portadores de HIV, comecei como estagiária do Dr. Fernando Quaresma na ONG de Direitos Civis AIEESP,defesa de Direito de homossexuais e portadores de HIV.
Posteriormente conheci a Casa de Apóio Brenda Lee (Instituição de assistência aos portadores de HIV ) maioria travesti aonde sou voluntária há 9 anos.
Ministrei a 2ª Aula Pública de Cidadania "Um olhar sobre a Prostituição Masculina" no Centro de Referência da Diversidade - CRD/Projeto Pela Vidda.
Ao longo destes anos lutando pelos Direitos e pela dignidade do portador de HIV, mais do que voluntária me tornei uma apaixonada pela causa.
Para conhecer a causa que defendemos precisamos conhecer os “personagens” envolvidos nela e assim eu fiz..
Neste livro procurei apresentar a figura do garoto de programa como ser humano que merece respeito, orientação e não julgamento.
Falo de questões como AIDS, drogas, os problemas familiares, as dores e angústias dos profissionais do sexo.
Apresento à sociedade a realidade das ruas, a problemática das drogas, da falta de pespectiva e as conseqüências da prostituição.
Mostro um pouco do que compartilhei através de conversas e entrevistas com os garotos de programa nas ruas, saunas, boates e cinemas e com os usuários das Casas de Apóio que visitei.
Procuro mostrar também a realidade de uma casa de apóio, aliás tema que pretendo explorar com maiores detalhes em futuros livros.
A causa que defendo é a causa da dignidade, da aniquilação do preconceito..é o não fechar de olhos para um problema existente e que querendo ou não existe e nos atinge direta ou indiretamente.
E a pergunta que sempre me acompanhou é ..Como queremos acabar com a violência ? Se não conseguimos sequer olharmos uns nos olhos dos outros como seres humanos que somos..
Luto e sempre lutarei por cada uma dessas pessoas que são fruto de uma sociedade injusta, capitalista, que cultua a beleza e o prazer acima de qq coisa mas que esquece sua responsabilidade ao criar a cada dia um excluido social..




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