E
Este texto não é de minha autoria, em breve estarei escrevendo sobre o mundo das TRAVESTIS...A prostituição, a vida, os dramas destes personagens da noite.
Aproveito para agradecer as amigas travestis da Casa de Apóio Brenda Lee , todas as conversas, as risadas, a amizade e o respeito que ao longo de 4 anos tenho recebido de cada uma.
Meu muito obrigada e todo meu respeito e amizade..ESTE BLOG TAMBÉM É DE VCS!!!
TRAVESTI
O direito de exercer sua sexualidade, travesti.
Desmistificar prostituição x travesti: ser travesti não é sinônimo de prostituição, e sim condição, porque muitas sem opção de trabalho são levadas a ela. Por isso é necessário que busquemos mecanismos para que levem a inserção no mercado de trabalho àquelas que o desejarem. Vivemos na invisibilidade, sabem que existimos mas fingem que não nos vêem .
Trabalhar a negação do gênero não é o que poderíamos chamar de afirmar sua identidade, pois quando querem nos agredir nos tratam no gênero masculino, porém também não somos aceitos pela identidade que assumimos. E assim vivemos conforme podemos, sem que ainda sejamos aceitas. Não nos vemos como uma fantasia, ou só um momento que proporcione prazer, mas sim vivemos nossa identidade às 24hs de cada dia e não somente um momento onde uma sociedade é capaz de matar mais do que a Aids, pelo seu preconceito .
A inclusão dos excluídos à sociedade em que vivemos deve ser cada vez mais uma realidade e só assim é que construiremos nossa cidadania. Temos o direito de ser travesti, vivemos a vulnerabilidade e o empobrecimento de uma geração que está envelhecendo sem condições de manter-se porque nunca antes ninguém se deu ao trabalho de apoiar e contribuir para que nós travestis tivéssemos uma capacitação, oportunizando a sua auto-sustentabilidade.
Histórico: na década de 90 iniciou os trabalhos com as travestis no Rio, Paraná e em São Paulo, efetivando a formação de ONG’s trabalhando suas especificidades com ênfase nas DST e HIV/Aids devido toda a problemática vivida “pelas profissionais do sexo”, assim sendo outras ONG’s de travestis foram surgindo em todo o Brasil: SC, CE, BH, PE, PI, AM, e outras. Mudando assim o perfil das travestis e tirando-as da clandestinidade.
Visibilidade: quando não trabalhamos os estigmas, aceitar a presença do outro nem sempre é vista como igual, mesmo quando o outro é companheiro de luta, porque ainda não aprendemos a respeitar e ver como igual as travestis. Pois ainda não as aceitamos. Trabalhar a vulnerabilidade e a auto-estima pode ser o caminho para encontrar o outro.
Controle Social: a partir da organização das travestis que conscientizaram-se de seus direitos e deveres, iniciando uma nova era no desnudar das ações políticas, pois quando você é ciente e reconhece, sabe dos seus direitos e é capaz de conduzir melhor a sua vida.
Cada vez mais conscientes os serviços de saúde reconhecem que não se pode discriminar as travestis possibilitando cada vez mais o acesso, melhorando e respeitando a sua identidade.
Violência: a problemática da violência para com as travestis, não limita-se a negação da existência, mas as agressões físicas com agravantes que chega a assassinatos, preconceitos bobos que só reforça a ignorância daqueles que negam as diferenças.
Texto deLiza Minelly

Continuação TEXTO ABAIXO..



Leia este blog no seu celular

