
Elas invadem nosso mundo
Destróem nossas crenças
Fazem de nós fantoches
Impregnam nossos pulmões com sombras e pó...
Sombras e pó
Poeira e escuridão
Destruição.
Drogam o cérebro da população
Tornam o precioso em mera desilusão
Fazem do amor uma diversão.
Passam vírus para corpos indefesos
Que confundidos por suas malícias
Caem e afundam na escuridão
Poucos são resgatados
E muitos ficam estraçalhados
Pelo ódio e a mentira
Pelas drogas, pela cocaína...
Uma página em branco passa a ser a vida
Nada mais importa
Nada mais tem valor
Só o vício
As drogas a dor...
Entre as ruas escuras que percorrem
Poucos se encontram
E muitos são encontrados
No outro dia
Já assassinados...
Sem esperança e nem recuperação
São corpos que já tinham entrado em decomposição.
de Juliana de Carvalho
Lagoa Santa - MG - por correio eletrônico





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