
Este texto é fragmento da história de C. L . , portadora do vírus HIV que hoje escreve poesias e divulga os males da droga através de palestras:
Não costumo lembrar datas, minha infância não sei o por que nem como fui para um colégio de freiras em Ibitinga.
Vivi minha infância com minha família decidi vir para São Paulo fui para um pensionato de meninas no bairro da Casa Verde - SP. Não sei em que momento comecei a me revoltar... Após agredir a diretora do pensionato fui dopada e acordei num lugar perto do bairro do Jaçanã.
Este lugar parecia um depósito de gente, todos permaneciam dopados e nos dias de visita nos preparávamos para o "circo" éramos transferidos para um outro local bonito com piscina e éramos orientados a fazer "cara de alegria". Graças a DEUS logo sai deste inferno!
Minha mãe me arrumou a distância um emprego, a dona da casa era uma verdadeira mãe (Dona Conceição), até construiu um quarto pra mim.
Resolvi um belo dia em companhia errada ir curtir o carnaval. Como respondi que iria me divertir dona Conceição como minha responsável disse que iria me denunciar.
Apartir daquele momento sai para perdição... Fui ao encontro de minhas amigas e logo notei que todos estavam fazendo algo que não conhecia. Neste dia meus sonhos de infância caíram por terra e lembrei de dona Conceição.
Me largaram no meio da rua com as roupas sujas de sangue... Fui em busca de ajuda. Minha mãe, me colocou em uma pensão na bela vista ela que pagava.
Comecei a trabalhar em duas empresas para permanecer acordada comecei a tomar moderador de apetite (Anfetamina) com café, neste momento fui apresentada às drogas.
Com o tempo as doses aumentaram e usei "Bola" daí, foi um pulo para o caminho errado mergulhei de cabeça no mundo... Conheci vários homens, daquele momento em diante o mundo foi minha escola!!!
Conheci o pó (cocaína) no bairro da liberdade, fui convidada por um homem para comer algo e quando cheguei no quarto experimentei cocaína... Tudo que mais queria naquele momento era sair da realidade... Viajar ... fugir...
Deste dia em diante não parei mais, quando percebi cheirava 7 gramas de pó por dia para bancar o vício fui apresentada a um grupo de assaltantes assim virei gerente da boca. Após uma batida policial perdemos tudo.
Fui para boca disfarçada de prostituta para traficar após ganhar muito dinheiro fui presa por formação de quadrilha, corrupção de menores, porte ilegal de armas e trafico de drogas.
A cadeia é o inferno !!! Minha vida começou a ser também ... Continuarei minha história em breve...






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