HIV – O Vírus do Preconceito
Por mais que se combata a AIDS, por mais campanhas publicitárias que se façam, por maior que seja o empenho das sociedades independentes, como as ong’s e fundações, o HIV vem demonstrando nos últimos tempos que, de uma forma ou de outra, num lugar ou noutro, continua a se fortalecer e a desestabilizar todos aqueles que lutam contra ele, através do preconceito, da falta de politicas sérias de combate à AIDS, de campanhas de conscientização, de prevenção e apoio aos soropositivos.
Nos finais dos anos 80 e início dos anos
Eu ainda acredito no povo brasileiro, acredito em solidariedade, e, vivendo fora do Brasil, acredito a cada dia mais, que o povo brasileiro é o povo mais solidário do mundo. Condeno de todas as formas, qualquer tipo de preconceito, de desleixo, e de discriminação. É uma tristeza ter de acreditar, que ainda hoje, em 2006, num país democrático como o nosso, os aidéticos, além de conviverem com uma doença tão complicada por si só, ainda são obrigados a conviver com o preconceito e com a discriminação a que são submetidos a todo momento, pela nossa falta de senso de humanidade, ou de, pelo menos, nos informarmos melhor sobre este ou aquele determinado assunto. Com a falta de conscientização da sociedade, são obrigadas a se sentirem envergonhadas por estarem doentes, a se esconderem solitárias, reprimidas, e se perturbarem pela falta de apoio e de solidariedade desse nosso mundinho que se diz tão “democrático.” Ora! Todo mundo tem direito à vida, todo mundo tem direito à dignidade, e o governo brasileiro, não está fazendo nenhum favor aos aidéticos, quando cria minimamente uma melhor condição de vida a estas pessoas. O governo não está fazendo nada mais do que sua própria obrigação.
E acredito sim, que com um pouco de compreensão, de devoção, de companheirismo, com a ajuda voluntária das pessoas de bem, que desejam ajudar, podemos tornar o mundo destas pessoas muito menos penoso. Com a nossa compreensão e conscientização sobre a doença, estas pessoas podem ser tranqüilamente reintegradas socialmente, podendo trabalhar, criar, produzir, crescer como qualquer outra pessoa, podendo tranqüilamente ampliar os laços e a convivência com a família ou grupo social a que pertencem de um modo geral. Para isto, basta que cada um reflita um pouquinho sobre nosso comportamento perante tal realidade. Você já se questionou sobre isto? Quem lhe garante que neste momento você também não está infectado com HIV? Você conhece 100% a idoneidade das pessoas com as quais se relaciona? Ah! Pois é… com você nunca estourou nenhuma camisinha? Nem fez transfusões de sangue? E nem nunca se picou numa roda de amigos?
A doença da “moda”, se é que podemos chamar isto de “moda”, é a Gripe Aviária, a AIDS está ficando de lado, e acho que ninguém está vendo o que vem acontecendo nos países mais pobres principalmente da África. Não se enganem, a AIDS não pode ser esquecida, e os aidéticos não podem ser tratados como extraterrestres, nem como o lixo social, excluídos e escondidos como se tivessem cometido um pecado, pelo qual devam se envergonhar pelo resto da vida. Acordem, o preconceito, a discriminação e a desinformação matam ainda mais que a AIDS. Como já dizia o Betinho: “Democracia serve para todos, ou não serve para nada.” Temos de universalizar a AIDS, a doença não é um problema só dos aidéticos, e sim de todos nós. Temos de reagir, de nos mobilizar, e combater com todas as nossas forças as políticas de exclusão.
Visitem
Brenda Lee é uma casa de apoio a aidéticos não governamental, ajude como puder, se cada um de nós doar um pouquinho, com toda certeza, podemos fazer um mundo melhor.
Maria Cecília Ammadeus






Leia este blog no seu celular

