Um olhar sobre a Prostituição Masculina ...


04/10/2013


Venda do livro

Venda do livro Um olhar sobre a Prostituição Masculina - via site - Livraria e loja virtual Asabeça - http://www.asabeca.com.br/detalhes.php?prod=4550&friurl=_-UM-OLHAR-SOBRE-A-PROSTITUICAO-MASCULINA-_&kb=811

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 01h21 PM
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14/09/2013


Matéria sobre meu livro no site Maria Tagarela


 

Andresa é uma das pessoas mais ecléticas e autênticas que já conheci: o lado “zen” se mistura com uma dedicação ferrenha em tudo que faz; charmosíssima e super descolada, chique ou casual, tudo lhe cai bem; sábia apreciadora de toda boa música e arte, vai da bossa nova para o punk rock em grande estilo; é “fera” na hora da “briga”, mas tem um coração de ouro. Uma verdadeira “camaleoa”.


Quem ousaria escrever um livro sobre prostituição? Várias pessoas. Quem ousaria escrever um livro sobre prostituição MASCULINA? Andresa Mattins Vicentini.

 

Eu me pergunto por que encontramos muito mais informações sobre a prostituição feminina e infantil? Será que as circunstâncias são diferentes para os homens? E aí, o título cabe muito bem ao conjunto da obra: Um OLHAR sobre a Prostituição Masculina. Foi o que Andresa fez. Virou a cabeça para todos os lados e OLHOU para os muitos homens que caminhavam pelas ruas da cidade de São Paulo, seguindo a mesma rota que centenas de mulheres.


 

 

UM OLHAR SOBRE A PROSTITUIÇÃO MASCULINA nasceu na Bienal de 2008, concebido pelas mãos da mulher, estudante de Direito e voluntária da Casa de Apoio Brenda Lee (onde a maioria dos moradores são travestis).


 

Além de servir como um farol na escuridão dos becos da prostituição e revelar o que são realmente as sombras que existem nesse submundo, o livro desnuda o “garoto de programa” e expõe suas feridas e humanidades, mostrando que eles necessitam de muito mais respeito e orientação do que julgamento.

 

Ao invés de jogar para debaixo do tapete, os relatos “levantam e sacodem a poeira” sobre assuntos que ainda são tabus, como aids e drogas, além de emocionar profundamente quando o assunto é família, sentimentos e futuro.

 

Para Andresa, UM OLHAR SOBRE A PROSTITUIÇÃO MASCULINA é mais que um livro, é a possibilidade de continuar lutando pela dignidade do ser humano, seja ele quem for.

 

Contatos com a autora:

 

andresavicentini@hotmail.com

http://andresavicentini.blog.uol.com.br/

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 06h50 PM
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13/09/2013


Indicação de livro - O gosto do sexo sem rosto

http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/4632003/o-gosto-do-sexo-sem-rosto-diario-secreto-de-um-garoto-de-programa

 

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 01h43 AM
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24/08/2012


Homenagem para Casa de Apóio Brenda Lee

 

Bom preciso escrever esta matéria...simplesmente preciso...PRECISO dedicar um espaço especial às pessoas que conheci numa Casa tão simples..que me fez ser tão melhor..que me fez crescer...

A Casa que me refiro é a Casa de Apoio Brenda Lee (Casa de doentes de AIDS, maioria travestis) que fui voluntária  anos...com essa gente humilde, sofrida, discriminada, abandonada aprendi a ser  SER HUMANO ...ser humano de verdade ...eles me fizeram enxergar nuances da vida que passam assim despercebidas...momentos simples..momentos únicos...momentos especiais..

No triste, no trágico existe beleza ...existe paz ..mas não a paz cor de rosa e sim a paz do perceber...a paz do agradecer pela vida que se tem , a paz do valorizar , a paz  do evoluir..

Falo de seres humanos que erraram , de pessoas que não viveram da forma mais correta ,se é que tenho o direito de assim falar,  pessoas que foram pela contramão ...e que pagaram o preço de suas escolhas ...AMAR o belo é  fácil, é bem mais cômodo e mais gostoso....porém posso garantir que AMAR quem todos desprezam é uma arte ..um aprendizado de vida....um exercício diário..

E assim aprendi AMÁ-LOS e Respeitá-los ...SEM JULGAMENTOS...afinal não sou Deus ...nem perfeita ...e muito menos a dona da razão...

Com humildade entrei em suas vidas , e fui conhecendo um a um e cada dia descobria que todos nós sempre temos algo de bom a oferecer e ensinar ...

Seus erros sempre serão erros, se causaram mal isso também não volta..mas creio em mudança e acredito que oferecendo amor algo mesmo que pequenininho sempre muda para melhor..e na minha concepção estamos aqui para isso..fazer a nossa parte ...dar o nosso melhor ...e tentar ajudar para nos tornarmos melhores..

Minha caminhada pela Casa , foi me ensinando que eu não era tão boa assim, que era cheia de defeitos e erros, que não sou Deus para salvar o mundo ..mas que tenho a minha importância dentro das minhas limitações..e o mais importante que tenho muito a evoluir... as pessoas são diferentes porque cada um tem sua historia,  valores mudam de acordo com o ambiente que vc cresceu.. ninguém é 100% certo e muito menos sábio... Deus nunca está longe de nós por pior que nos comportemos...

Vou falar um pouco de alguns que me marcaram ...

Percebi o quanto frágil somos na última visita que fiz para S. e esta me disse o quanto tinha sido ruim e  se arrependia .. gostaria de pedir perdão .. ela percebeu que o mal que fez a levou a colher um fim difícil..pensei eu o que dizer agora...bom como sempre fui sincera com eles ..ouvi e disse que Deus aceitava seu perdão..e assim ela partiu..

Com M. vi o valor de uma amizade ..a última lagrima derramada numa UTI , quando cantei ao seu ouvido...as enfermeiras sempre me disseram que “eles’ ouvem..então assim o fiz em cada visita ... quando vi seu irmão indo visitá-la depois de anos de rejeição pude falar do quanto ela tinha me tratado bem e o quanto gostava dela ... ele me disse nem conheço direito meu irmão, mas percebo que existem pessoas que o amaram mais do que nós que deveríamos ..apartir de hoje o aceito ..o aceito pelo carinho que estou vendo em voce..pois é a amizade tem seu valor..

E com Isa. e seus lindos chapéus a cada visitinha, seus sorrisos e sua maneira simples de contar suas histórias..um dia ao entrar na casa perguntei o que eles tinham mais vontade de comer e que lá não tinha ,ela me disse maça...pensei maça que coisa simples..mas não é assim numa Casa com 60 pessoas isso vale ouro...como é a vida começei a dar valor no que tinha em casa.

Eles também  me disseram que sonhavam com leite condensado e creme de leite ...lembro-me chegando com caixas e todos descendo pelas escadas como crianças ,sorrindo e se cutucando...aqueles sorrisos me ensinaram que felicidade é também poder comer o que se tem vontade..

Quantas liçõezinhas...quantos puxões de orelha de Deus...quantas descobertas...aquilo ali era mágico...ex usuária e traficante que agora ajudava a polícia com aulas para adolescentes na luta contra as drogas ...travesti que escrevia peças teatrais falando sobre AIDS e prevenção..bordados e crochês  vindos de mãos que nunca foram usadas para artesanato ..QUANTO CRESCIMENTO ...

E como explicar para as pessoas que nossa causa não era SUSTENTAR MARGINAL E VAGABUNDO ,segundo a opinião de alguns ...e sim  mostrar um novo caminho a quem viveu na escuridão ...

O voluntário que trabalha com este tipo de causa sofre preconceito...é julgado ...as doações são mais difíceis ...as empresas não querem seus nomes vinculados com estas pessoas  não os julgo, afinal vivemos num mundo preconceituoso, fazer o que...

Se voce é voluntário de doentes de AIDS, logo te vêem como doente ou como alguém que perdeu alguém dessa forma ou que voce é homossexual ....isso nem sempre é real ...no meu caso por exemplo nada disso me aconteceu..queria ajudar quem recebe pouca ou nenhuma ajuda...

Também pensam de voce milhares de coisas ....que  foi da prostituição, que apóia tudo de errado...isso vai nos dando força para encarar a vida ...A NOSSA VIDA..os nossos obstáculos e a saber se somos fortes suficientes para continuar seguindo..se conseguimos amar ao ponto de nos ferir e mesmo assim continuar...mas isso não é nobre , nem digno de aplausos isso é evoluir...

Muitas vezes nós  nos perguntamos o que estamos fazendo ali, porque receber desaforo por alguém que não é nada nosso...ai me lembro de algo que ouvi de um paciente:..."Sabe Andresa apenas temos AIDS não viramos santos"...pois é e se eu quis ali estar devo aceitar as pessoas como elas são e apenas me fazer respeitar como em qualquer outro lugar que passar pela vida..

Eles me disseram algo muito real...que me fez parar para pensar quando as pessoas aqui vem ..querem encontrar moribundos...doentes acamados ...só porque temos AIDS... assim elas ajudam...mas nós estamos vivos e precisamos de oportunidades..pois é ..quem esta em pé, rindo e brincando também  precisa de nossa ajuda..

Nem tudo são flores...sempre temos as decepções ...mas elas também fazem o dia ser diferente ...e nos ensinam a persistir...a não desistir fácil...a cair e levantar ...a seguir mesmo que pareça impossível continuar ..

Assim o voluntário vai ...levando lições para sua casa, para sua família, para sua vida...e quando chegam os problemas ele os percebe menor...quando vem a dificuldade ele sente que receberá uma ajuda vinda de onde for ..mas ele tem a certeza que vem...a certeza que POUCOS CARREGAM CONSIGO..

O mesmo Deus que o deu forças para continuar sendo voluntário ...é o Deus que o ampara no momento de suas dificuldades particulares...e ele sente esta ajuda divina mais forte e mais REAL..

No  deserto nascem flores, talvez não tão belas, mas as mais exóticas e interessantes flores ...flores raras..flores para poucos olhos...

E no final de tudo quem tinha a pretensão que estava ali para oferecer ...acaba descobrindo que mais recebeu do que doou...

 

AMIGOS DA CASA DE APÓIO BRENDA LEE MEU MUITO OBRIGADA!!!

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 11h25 PM
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20/01/2012


19/01/2012 - O Conexão Repórter acompanhou a rotina dos rapazes que trocam sexo por dinheiro. É a nova face dos garotos de aluguel...

Bloco I

http://www.youtube.com/watch?v=PTtd2kza4dM&feature=related

Bloco II

http://www.youtube.com/watch?v=6KsF6a5mNiA&feature=related

Bloco III

http://www.youtube.com/watch?v=nFnyvIzPj1c&feature=related

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 10h50 PM
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02/01/2012


Texto do autor Marlon de Albuquerque

O diabólico e o simbólico na casa da palavra.


Quero desejar feliz 2012 à todos os seguidores e idealizadores desse maravilhoso blog.

A luta por destaque, por segurança, por crescimento profissional fez com que as pessoas fossem aos poucos perdendo a idéia de subjetividade (coisas da alma).

Na infância somos ensinados a pescar, pescar e pescar,  somos  pouco ensinados a amar, quando percebemos somos adultos gigantes externamente e infelizes por dentro, o tempo passa e nosso buraco interior vai crescendo, nunca olhamos o outro, industrializamos e prostituimos o nosso sentimento. Tudo isso sugere a necessidade de ensinar às crianças o alfabeto emocional e as aptidões do coração.

Nunca tivemos tantos meios de prazer e lazer, mas paradoxalmente nunca fomos tão infelizes, podemos constatar atualmente até suicídio de crianças. O homem chegou à lua, mas não se dispõe a dar um passo ao encontro do outro.

Somos ou nos tornamos estéreis e nos produzimos em meio a tantas descontinuidades.. algum tipo de afeto, é sem duvida um afeto plastificado pelo sonho triste da razão.

Hedonismo interclassista, permissividade sexual, tecnologias. . .Tudo isso provoca uma mutação antropológica e nos torna patrocinadores oficiais de nossa derrota pessoal. A única filosofia benéfica é a que facilita a minha relação com o outro. Mas o que era para ser apenas acessório virou essência. O meu livro O LAÇO DO PASSARINHEIRO-Diário secreto de um garoto de programa, começa com  perguntas: amado ou usado? Vítima ou culpado? São questões que merecem atenção especial porque a dor da invisibilidade requer calma para ser encontrada. Cada uma delas produz espaços em branco,áreas indefinidas,ambigüidades e territórios de ninguém, que carecem de levantamentos e mapas oficiais.

Somos todos humanos, prostituidos ou não somos todos humanos . . .

O sociologo Betinho dizia: democracia ou serve para todos ou não serve para nada.

A prostituição masculina é hoje uma realidade cada vez mais presente nas grandes cidades, isso é lamentavel, porque não se é humano fora do tecido social.

A prostituição é tão sedutora quanto o prazer que ela promete, se vender parece facil, prático e bom, mas não é , muitas vezes para aguentar a vida nada facil, é necessario se drogar para consegui deitar em qualquer cama. A droga esta totalmente associada ao cotidiano dos garotos de programa, a droga é o grito que não salva mas iludi.

O garoto de programa, é apenas mais um menino carente sem rumo, sem parentes importantes, imerso na ansia de encontrar uma saída para sua invisibilidade.

No Brasil hoje tem garotos de programas de apenas 12 anos de idade, mas ninguem vê, é mais fácil fechar os olhos  . . .

Alguns chegam a prostituição para fugir de um pai espancador, outros para colocar em pratica de forma velada sua homossexualidade, outros para sustentar o vicio de droga, alguns até para esquecer um grande amor, mas a grande maioria comercializa o proprio corpo afim de não morrer de fome.

Somos todos responsaveis pela injustiça social de nosso país, a prostituição cresce na mesma velocidade da solidão das pessoas.Redes sociais, baladas, vicios só aumenta o nosso abismo interior . . . os unicos’’ beneficiados’’ com a   prostituição são os consumidores, uma vez que são ricos, bem sucedidos, bem relacionados, usam e abusam de um corpo como se esse corpo fosse de plástico, vestem a roupa e seguem em frente, rumo a sua pseudo-felicidade. O garoto de programa fica sempre com a pior parte, ganha pouco , se desgasta muito e acaba não estudando, não lendo, não amando, não tem oportunidade de se profissionalizar e vive uma vida condenada aos escombros. O glamour de se prostituir só existe nas novelas e filmes, a historia contada é um filme vivido de drama.

Garoto de programa, tem ou teve familia, tambem acreditou em coelhinho da pascoa, tambem teve medo do escuro na infancia, garoto de programa tambem chora, tambem sofre, tambem sonha, garoto de programa não é marginal, é marginalizado.

Quero declarar aqui definitivamente que a homossexualidade tão associada a prostituição não é pecado, não é crime e nem vergonha. Antes de ser escrita a primeira linha da biblia já existia homossexualidade, entre os bichos tambem há. As religioes jogam a  margem da sociedade todo homossexual, tentando faze-los acreditar que isso é pecado e deve ser mascarado, algumas religiões até vem com aquela proposta curativa, odiosa, perversa, burra e inutil, querendo expulsar de suas carnes aquilo que nunca foi doença, aquilo que nunca foi pecado, os maiores genios da historia foram homoafetivos, Deus jamais permitiria tantos dons a quem não pertencesse a seu coração, a filosofia , a psicologia e até o avião tiveram a mão de um homoafetivo para acontecer, a teologia nos confirma que o apostolo Paulo era homoafetivo, isso nos leva a crer que a HOMOAFETIVIDADE é um precioso DOM espiritual e eu provo isso em meu livro. A homofobia sim é um sentimento satânico. Deus repudia a homofobia, mas ama os homoafetivos.

O homossexual prostituido , sofre de solidão, não a solidão do corpo, mas a solidão do pensamento e essa não cabe inteiramente no território da palavra.

Pobreza gera violência, desemprego gera prostituição e homofobia  é a dança do demônio entre os homens.

Finalizo com os agradecimentos mais ardentes que meu coração é capaz, agradeço especialmente aos meus leitores pelo carinho com  meu livro O LAÇO DO PASSARINHEIRO-Diário secreto de um garoto de programa, uma vez que é por meio dele que eu consigo levantar as bandeiras da LUCIDEZ e da  LIBERTAÇÃO  .

http://www.clubedeautores.com.br/book/47048--O_laco_do_passarinheiro

MARLON DE ALBUQUERQUE.




Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 06h12 PM
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26/12/2011


‎"Quanto mais andamos nas trilhas do AMOR ,mas percebemos do que ele é capaz"

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 01h18 AM
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19/12/2011


 

'NUDEZ’’


 PLENO EM MEU PRÓPRIO INFERNO.

DEVOTO DE UMA VIDA PELA QUAL FERI MEU ROSTO BUSCANDO-A.

MENINO PELO SORRISO PRONUNCIADO.

HOMEM PELO MEDO IRRENUNCIÁVEL DE UMA ESTRADA QUE NUNCA FOI DE MEUS PÉS.

TORNEI-ME CONTRADITORIO POR EXCELÊNCIA, MAIS QUE ISSO  ME PERDI  E TORNEI - ME REFÉM DO CONTRASTE QUE BUSQUEI PARA ME LIVRAR DEFINITIVAMENTE DO FIM DAS COISAS.

O VENENO DEIXADO EM MINHA BOCA MATAVA NÃO A MIM, MAS AO PROFÉTICO.

ATÉ MESMO O CONTENTE EM MIM ANUNCIAVA O SUICÍDIO DO SUSPIRO MAIS RADIOSO QUE EU PODERIA TER.

A MINHA NUDEZ DENUNCIADA PELAS DIGITAIS DE UMA PESSOA QUALQUER, EVIDENCIAVA MEU CORPO, MAS EM MEU CORPO NÃO HAVIA SE QUER UM PUNHADO DE MIM, E ASSIM A SEDUÇÃO SE FAZIA E EU NÃO PARTICIPAVA.

ENTÃO EU MISERÁVEL SEM UM SONHO PARA COMER, ME SENTIA SUSPENSO PELA PRÓPRIA VIDA.

BASTAVA PERDER UM POUCO O DOM DA ALUCINAÇÃO E EU JÁ NÃO CONSEGUIA REFAZER OS SOLUÇOS DE MEU SORRISO.

ERA DE ENDOIDECER VER QUE NADA EM MIM ERA ACESO DE FATO.

MAS ERA INTERESSANTE VER UM POUCO DE TODOS QUE EU ERA NO ESCURO NECESSÁRIO DE CADA CARINHO.

TODA GENTE AMOU DE LOUCURA SEM FIM, NÃO A MIM, MAS A TUDO QUE DOÍA EM MIM. O DESCANSO ENCONTRADO APENAS NO LÚDICO ERA POUCO A POUCO DERRADEIRO.

DEIXEI PERDIDA EM ALGUM LUGAR A MINHA FACE E QUANDO DEI POR MIM SÓ RESTAVA O AMOR AO MEU ODIOSO DISFARCE.

Marlon de Albuquerque

 

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 07h51 PM
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03/12/2011


Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 08h43 PM
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25/11/2011


http://www.clubedeautores.com.br/book/47048--O_laco_do_passarinheiro

Diário secreto de um garoto de programa

Por: Marlon de Albuquerque

Amado ou usado? Vítima ou culpado?

Um garoto baiano vem para São Paulo para viabilizar um sonho. Vitimado pelas circunstâncias, acaba na cama de homens, mulheres, travestis e casais. E foi justamente por meio do erotismo praticado de todas as formas que Diego teve a resposta para uma velha curiosidade: o que é o laço do passarinheiro? Um romance polêmico, fascinante, bombástico e erótico-recreativo com gosto de morte e vida como nunca houve. Em meio a tudo isso Diego encontra Alexandre, que trazia com ele a proposta de um prazer demasiadamente grande, e esse encontro é marcado por uma interrogação: o papel do amor é nos lembrar que o inferno existe?

Mais que uma história de amor, este livro propõe, pela história real de um garoto de programa, uma discussão isenta de fascismos sobre euforia, solidão, hedonismo,compulsão sexual, drogas, vaidade e depressão pós-sexo dentro da indústria do sexo em São Paulo.

 

Diálogos afiados e descrições precisas, ao longo da obra, levam o leitor a uma história plena de prazer e emoção, proporcionando o que se espera de um bom livro: diversão.

 

Sem pieguice, esta obra apresenta uma trama capaz de conduzir o leitor até as últimas páginas sem artifícios mirabolantes.Ainda sem o maniqueísmo de muitos livros, este de forma equilibrada, dosa cada palavra, permitindo preencher suas páginas com o que existe de melhor na literatura, daí o prazer em disponibilizá-lo para publicação.

 

Este livro é fruto da coragem e ousadia, um texto sensível, forte e picante que tem a missão de provocar. Cada palavra é amparada pelo desejo profano e humano de declarar a morte do pecado.

 

A confissão categórica de quem comeu, bebeu e viveu a prostituição. Aqui gargalhadas, esperma, e lágrimas tem cor, gosto e cheiro.Um retrato explícito de uma realidade sexual latente .

 

O laço do passarinheiro inaugura uma nova e corajosa forma de fazer literatura. pornografia e subjetividade se encontram e desse duelo nasce a prova irrecusável de que é possivel revelar a nudez que nos faz experiênciar sensações antes desconhecidas e seduzir a vida.

 

Apresento aqui formas de fome sexual que o próprio desejo desconhece, proponho ao leitor conhecer e desafiar os limites do próprio corpo e do próprio tesão, utilizando sempre o pensamento como campo definitivo de atuação.

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 02h36 AM
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13/09/2011


Indicação de pesquisa para acadêmicos

Sérgio Almeida
 
Médico e sexólogo. Sérgio José Alves de Almeida, um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana (Sbrash) em 1986; vice-presidente do Departamento de Psiquiatria da Sociedade de Medicina e Cirurgia de 1995 a 1999, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Sexualidade Médica em 2001. Professor adjunto doutor e de pós-graduação da disciplina de Urologia na Famerp desde 1991. Autor dos livros “Sexualidade: Preconceito, Tabus, Mitos e Curiosidades”, Editora Átomo, de 2006, “Homossexualidade e Prazer – Garotos de Programa”, de 2002, Editora Rio-pretense; coautor do livro “Identidade Sexual e Transexualidade”, de 2009, Editora Roca; autor de artigos publicados nos jornais Diário da Região e Folha de S.Paulo, nas revistas Intervip e Querida.
 

Formado pela Universidade Federal de Goiás, Goiânia. Especialista em Psiquiatria pela Sociedade Brasileira de Psiquiatria (SBP), em Sexualidade Humana pela Sbrash, título latino-americano em Sexualidade Humana; especialização em Psiquiatria pela Universidad Complutense de Madrid, Espanha, em 1974, em Sexualidade Humana pela Sedes Sapientiae, São Paulo, em 1986; mestrado em Psicologia Social pela PUC de São Paulo em 1984, doutorado em Ciências da Saúde pela Famerp em 1995.

O livro "Homossexualidade e Prazer – Garotos de Programa”, de 2002, Editora Rio-pretense só encontrei em sebo (pesquisem na estante virtual sebos).

http://www.estantevirtual.com.br/seboex/Sergio-Almeida-Homossexualidade-Prazer-Garotos-de-Pro-44939607

Como excelente fonte de pesquisa indico o TCC (trabalho de conclusão de curso) do Dr. Sergio Jose de Almeida - 1984 - título Michê que se encontra na biblioteca da Universidade São Marcus -SP

Unidade Santa Paulina: 
Acervo nas áreas de Psicologia, Pedagogia, Enfermagem, Administração, Ciências Contábeis e outras.
Rua Padre Marchetti, nº 235 – Ipiranga 
São Paulo – SP – CEP. 04266-00

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 06h41 PM
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11/09/2011


Meu livro:UM OLHAR SOBRE A PROSTITUIÇÃO MASCULINA

Venda do livro no site da Livraria Cultura

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 06h32 PM
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Indico este livro: O NEGÓCIO DO MICHÊ

O livro O Negócio do Michê – A Prostituição Viril em São Paulo, do antropólogo argentino Néstor Perlongher

Referência fundamental para os estudiosos de sexualidade e gênero, tanto pela originalidade do tema, quanto pelas análises, O Negócio do Michê – A Prostituição Viril em São Paulo, surgiu como dissertação de mestrado em antropologia social na Unicamp, em 1986. Na época, 1986, o autor, o argentino Néstor Perlongher, enfrentou o descontentamento de parte do meio acadêmico, escandalizada com o tema de sua pesquisa pioneira.

Lançado pela editora Brasiliense um ano depois, com prefácio de Peter Fry, o livro tornou-se um clássico moderno da pesquisa etnográfica. Coube à Editora Fundação Perseu Abramo uma nova edição, com a íntegra do texto original e um novo prefácio, desta vez assinado pelos professores de sociologia e ciências sociais Richard Miskolci e Larissa Pelúcio.

O livro, escrito em linguagem não acadêmica, baseou-se nos depoimentos de michês, clientes e entendidos, ou pessoas do universo homossexual não envolvidas diretamente com a prostituição. Entre março de 1982 e janeiro de 1985, Perlongher, num procedimento chamado de pesquisa participante, foi às ruas, bares, saunas e mictórios públicos do centro de São Paulo, onde pôde estar em contato direto com o tema de seu estudo.

Ao mapeamento geográfico/cultural do trabalho do michê, Perlongher acrescentou amplo arsenal teórico, com citações que vão de Marx e a Escola de Chicago, a Foucault, Deleuze e Guattari.Coincidentemente, o livro surgiu em sintonia com outros estudos semelhantes pelo mundo, como o que originou a Teoria Queer, nos Estados Unidos.

Néstor Perlongher nasceu em Avellaneda, província de Buenos Aires, em 1942. Participou ativamente de movimentos pelos direitos dos homossexuais, primeiramente na Frente de Liberación Homosexual Argentina e depois no Grupo Eros. Em 1982, cansado das perseguições pela ditadura em seu país, veio para São Paulo. Logo ingressou na Unicamp, onde realizou a dissertação de mestrado que deu origem ao livro. Autor também de oito elogiados livros de poesia, faleceu em novembro de 1992, vitimado pela Aids.

Desde sua primeira edição, em 1987, O negócio do michê se tornou uma leitura de referência para aquelas e aqueles que se interessam pelas discussões sobre o desejo, as urbanidades, as sexualidades, as corporalidades e o mercado do sexo. Néstor Perlongher leva as/os leitoras/res aos bares, saunas e ruas de uma São Paulo noturna e apaixonadamente transgressiva, onde rapazes comercializam sexo, amam, brigam, negociam códigos e, por vezes, desejam o indesejável. Construído a partir de uma intensa etnografia e de uma densa análise teórica, O negócio do michê tem hoje a marca dos clássicos e, como tal, guarda uma contemporaneidade surpreendente.

Apresentação:

“Em primeiro lugar, quero frisar que este livro não é apenas mais um estudo frio das margens perversas de São Paulo. Na melhor tradição da antropologia social, o texto exsude a simpatia que o autor tem para com seu 'objeto de estudo'. Não no sentido de uma apologia formal de advogado, mas de uma séria tentativa de 'traduzir' a experiência dessas margens para que o leitor possa entendê-las na sua integridade (em todos os sentidos da palavra).” (Peter Fry)

Peter Fry, ao prefaciar a primeira edição de O negócio do michê – A prostituição viril em São Paulo, traduziu o sentimento futuro de leitores e leitoras que iriam encontrar na dissertação de mestrado de Néstor Perlongher uma rica fonte de reflexões teóricas e um instigante “guia” etnográfico.

Em meados da década de 1980, Perlongher se pôs à deriva numa São Paulo noturna e sexual, cartografando os corpos e os códigos de toda uma territorialidade desprezada pelos cientistas de “respeito”. Alguns se escandalizaram com o título da dissertação que abordava michês, prostituição e virilidade. Os vanguardismos costumam ter a marca da incompreensão e não foi diferente com O negócio do michê.

Perlongher se autodefinia um “pensador callejero” (das ruas), assim, a claustrofobia das normas canônicas não cabiam em sua escrita barroca nem em seu voluptuoso arsenal teórico que vai de Marx à Escola de Chicago e chega a Foucault, Deleuze e Guattari. Sem o saber, desenvolvia reflexões em sintonia com as que – nos Estados Unidos – originariam a teoria queer. Por tudo isso, o estudo de Perlongher mantém-se atual e fascinante.

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 06h14 PM
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08/09/2011


Um site que deve ser lido!

 

Profissionais do sexo e vulnerabilidade

BIS. Boletim do Instituto de Saúde (Impresso)

version ISSN 1518-1812

BIS, Bol. Inst. Saúde (Impr.) vol.12 no.2 São Paulo Aug. 2010

 

 

IRegina Figueiredo (reginafigueiredo@isaude.sp.gov.br) é socióloga, mestre em Antropologia da Saúde, pesquisadora científica III do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e membro do NEPAIDS - Núcleo de Estudos para a Prevenção da AIDS/USP.
II
Marcelo Peixoto (marcelopeixoto1950@hotmail.com) é ator e diretor formado pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD/USP), membro da ING ONG e coordenador do “Projeto Esgrima” (de 1997 a 2004), da APTA/Instituto Cultural Barong, com profissionais do sexo viril de São Paulo, com os quais atua até hoje.


RESUMO

Este artigo procura refletir sobre a problemática da prostituição feminina e masculina, considerando este fenômeno enquanto exploração socioeconômica e de gênero. Aponta seus efeitos na saúde de profissionais do sexo, abordando as vulnerabilidades a que estão sujeitos em Saúde Sexual e Reprodutiva, como exposição à gravidez não-planejada e DST/AIDS, e em Saúde Mental, incluindo a violência física e psicológica e o uso de drogas lícitas e ilícitas. Faz sugestões sobre propostas de atenção em saúde para profissionais do sexo e referência à importância de conquistas no campo do Direito em geral, como caminhos importantes para a redução dessas vulnerabilidades, além de expor a importância da organização desses grupos e atenção a suas reivindicações.

http://periodicos.ses.sp.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1518-18122010000200016&lng=en&nrm=iso

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 12h28 AM
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30/03/2011


"Super Heróis do Sexo" - Official Trailer HD 2011

http://www.youtube.com/watch?v=RslFMC-ApW0

 

SUPER HEROIS DO SEXO

É um documentário que aborda um tema difícil e incomum na tela do cinema, um filme sobre "Garotos de Programa".
Esses garotos são símbolo do êxtase e provocam curiosidade na cabeça de milhares de mulheres mais resguardadas. Por que será que o homem, o "sexo forte" se submete a isso? O que falta na vida deles? Como é que mulheres, antes apontadas como "perfeitas para o amor", agora fazem sexo por sexo e até pagam pelos momentos de prazer? Como é o programa com esses garotos? Qual é o contrato? Como acontece o sexo entre homens jovens, outros homens e mulheres maduras? O outro lado dos Super-Herois do Sexo neste documentário marcante.


Danniel Navarro
Hugo Benjanini
Luiz Rannieri
Rafael Paiva
Rogério Mendes
Sueli Flório

Ficha Técnica

Dimas Oliveira Junior
Idealização e Direção

Fernando H. Mazzuco
Direção de Fotografia Edição e Color

Carlos Fabris
Cameraman

Ivan Barbieri
Técnico de Som direto

Rodrigo Aben-Athar
Design Gráfico

Bruno Piettro
Música

Agradecimento:

Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual

Proac - Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo

Governo do Estado de São Paulo

Realização 2010 - 2011
São Paulo - SP Brasil

Escrito por Andresa Vicentini/pesquisadora às 03h31 AM
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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos, Livros, Viagens
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